JACQUES BREL MARCOU TODA UMA GERAÇÃO EM FRANÇA

Jacques Brel nasceu a 8 de Abril de 1929 em Schaerbeek, Bélgica e morreu a 9 de Outubro de 1978 em Bobigny, periferia de Paris, vítima de cancro no pulmão. Tinha apenas 49 anos. Original, inconformado, revolucionário marcou profundamente toda uma geração em França. No palco, ele vivia cada música com uma força impressionante. Defendia que “só com trabalho incansável é que podemos alcançar os nossos objectivos”. Do seu vasto reportório, destacam-se Ne me Quitte Pas, Amsterdam, Les Vieux, Les Flamandes, Les Bombons, La Chanson des Vieux Amants, La Fanette, La Valse à Mille Temps, Quand on n’a que l’ Amour, Les Bourgeois, etc… Em Fevereiro de 2020 Salvador Sobral vai dar três concertos, em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, no dia 7; no Porto, na Casa da Música, no dia 8; e em Aveiro, no Teatro Aveirense, no dia 10. “Se eu conseguir tocar nos calcanhares do que ele fez fico feliz”, disse o cantor, acrescentando que se propôs fazer estes concertos como uma “homenagem feita com a maior das humildades”. No palco, Salvador será acompanhado por Samuel Lercher (piano), Nélson Cascais (contrabaixo), Joel Silva (bateria), André Santos (guitarra), Inês Vaz (acordeão), Diogo Duque (trompete e flautas) e Ana Cláudia Serrão (violoncelo). Sobre Brel, Salvador Sobral destacou, ainda: “Ele era um poeta, um letrista incrível, falava totalmente sem filtros.” Na altura do lançamento do seu 2º álbum ‘Paris, Lisboa’ referiu que Brel, enquanto ‘performer’, é o seu “maior ídolo” e adiantou: “Ele interpretava todas as canções como se fosse a última e ficava todo a suar. Tinha uma parte teatral, muito dramática a cantar e eu gosto dessa combinação, teatro e música.” Nascido em Lisboa, em 1989, o vencedor do Festival da Eurovisão editou o 1º álbum em 2016, uma mistura de jazz de Chet Baker com os clássicos brasileiros de Dorival Caymmi. Em Maio, Salvador vai actuar no Theatro Circo, em Braga. Quanto a Charles Aznavour (também interpretado pela dupla Maestro Vitorino de Almeida/Nádia Sousa), de origem arménia, notabilizou-se sobretudo pelas canções ‘La Bohème’ e “Que c’ est Triste Venise’, entre mais de mil canções que gravou e compôs. Morreu com 94 anos.

– A. de C.

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Director do jornal O Sesimbrense